Blog do grupo que atua na relação entre Arte e Política com foco no Direito à Memória, Verdade e Justiça e à democratização da comunicação

Arquivo para janeiro, 2012

Exposição/Ocupação
Rádio Arte: Memórias e Resistências

Durante 30 dias criaremos uma estação de rádio experimental, a partir da transmissão de radiofrequência (FM 103,5) e rádio web, direto da Galeria Antônio Bandeira.

Artistas, coletivos, movimentos sociais, ativistas, turmas de colégio tragam suas ideias para ocuparmos a galeria…e o ar!

ABERTURA: 14 de Fevereiro às 18h
VISITAÇÃO: 14 de Fevereiro à 17 de Março
OFICINA DE RÁDIO LIVRE: 15, 16 e 17 de Fevereiro
(Inscrição: aparecidospoliticos@gmail.com)

Mais informações: www.aparecidospoliticos.wordpress.com

Galeria Antônio Bandeira – Rua Conde D’Eu, 560 – Centro
Cep: 60.055-070 – Fortaleza – Ceará
telefone: (85) 3105-1358


Experimento Convite Ocupação Rádio-arte



Aparecidos Políticos no Jornal de tiragem nacional A Nova Democracia

Jovens desmascaram regime militar nas praças do Nordeste
Rogério Morais

Ligia M. Nóbrega foi combatente no Araguaia

Jovens de Fortaleza, na sua maioria universitários, tendo à frente Alexandre de Albuquerque Mourão, Viviane Tavares, Gelirton Almeida, Daniel Moskito e Marcos Venícios, decidiram fazer justiça à história do Brasil, especificamente ao período do regime militar fascista. Pelo menos dois espaços públicos que recordavam os dias mais sangrentos do regime dos generais foram rebatizados. São eles, o Centro Social Urbano Presidente Médici e a Praça do Quartel do Vigésimo Terceiro Batalhão de Caçadores, o 23º BC, esse último quase no centro da capital,

— A turma de moças e rapazes equipados com tintas, escadas, cordas e placas, não pedem licença a ninguém. Chegam e adotam as providências necessárias para apagar da memória do povo as imagens ou “as mentiras” políticas que a ditadura impôs às massas — diz Alexandre Mourão, um dos integrantes.

Na Praça do famoso 23º BC, no bairro do Benfica — defronte à unidade do exército que, nos primeiros dias de abril de 64, concentrou os presos cearenses do golpe — eles batizaram o logradouro de “Praça do Preso Político Desaparecido”. Para Alexandre, “relembrar é viver”. Placas e faixas reivindicam “o direito à verdade”, explica ele, acrescentando que o foco atual do Grupo de Arte Ativista é a memória dos desaparecidos políticos no Brasil.

Fonte: http://www.anovademocracia.com.br/no-85/3826-jovens-desmascaram-regime-militar-nas-pracas-do-nordeste