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Exposição/Ocupação
Rádio Arte: Memórias e Resistências
Durante 30 dias criaremos uma estação de rádio experimental, a partir da transmissão de radiofrequência (FM 103,5) e rádio web, direto da Galeria Antônio Bandeira.
Artistas, coletivos, movimentos sociais, ativistas, turmas de colégio tragam suas ideias para ocuparmos a galeria…e o ar!
ABERTURA: 14 de Fevereiro às 18h
VISITAÇÃO: 14 de Fevereiro à 17 de Março
OFICINA DE RÁDIO LIVRE: 15, 16 e 17 de Fevereiro
(Inscrição: aparecidospoliticos@gmail.com)
Mais informações: www.aparecidospoliticos.wordpress.com
Galeria Antônio Bandeira – Rua Conde D’Eu, 560 – Centro
Cep: 60.055-070 – Fortaleza – Ceará
telefone: (85) 3105-1358
Jovens desmascaram regime militar nas praças do Nordeste
Rogério Morais

Ligia M. Nóbrega foi combatente no Araguaia
Jovens de Fortaleza, na sua maioria universitários, tendo à frente Alexandre de Albuquerque Mourão, Viviane Tavares, Gelirton Almeida, Daniel Moskito e Marcos Venícios, decidiram fazer justiça à história do Brasil, especificamente ao período do regime militar fascista. Pelo menos dois espaços públicos que recordavam os dias mais sangrentos do regime dos generais foram rebatizados. São eles, o Centro Social Urbano Presidente Médici e a Praça do Quartel do Vigésimo Terceiro Batalhão de Caçadores, o 23º BC, esse último quase no centro da capital,
— A turma de moças e rapazes equipados com tintas, escadas, cordas e placas, não pedem licença a ninguém. Chegam e adotam as providências necessárias para apagar da memória do povo as imagens ou “as mentiras” políticas que a ditadura impôs às massas — diz Alexandre Mourão, um dos integrantes.
Na Praça do famoso 23º BC, no bairro do Benfica — defronte à unidade do exército que, nos primeiros dias de abril de 64, concentrou os presos cearenses do golpe — eles batizaram o logradouro de “Praça do Preso Político Desaparecido”. Para Alexandre, “relembrar é viver”. Placas e faixas reivindicam “o direito à verdade”, explica ele, acrescentando que o foco atual do Grupo de Arte Ativista é a memória dos desaparecidos políticos no Brasil.
Fonte: http://www.anovademocracia.com.br/no-85/3826-jovens-desmascaram-regime-militar-nas-pracas-do-nordeste
No penúltimo sábado, ao mesmo tempo em que militares e reservistas se confraternizavam sob o lema ‘Relembrar é Viver’ no Quartel do 23º BC em Fortaleza-CE, os Aparecidos Políticos, grupo de arte ativista, realizaram um ‘relembrar é viver’ dos mortos e desaparecidos políticos da Ditadura Militar: na ocasião o local em frente ao Quartel foi rebatizado para Praça do Preso Político Desaparecido – uma faixa, um manequim simbolizando uma pessoa torturada e duas placas fazendo alusão ao 23º BC como espaço de tortura naquele período foram afixadas no local. Entretanto os objetos foram retirados sem deixar nenhum vestígio na madrugada do sábado para o domingo.
Na intenção de usarem a praça como espaço de convivência dos moradores da cidade, de se apropriarem da mesma como forma de reverter seu abandono e vê-la como um espaço de memória (não só política, mas também social, cultural,etc), ex-presos políticos, artistas, fotógrafos, poetas e transeuntes se reuniram no último sábado, 3 de Dezembro, para realizarem a Feira da Memória.
Além dos objetivos apontados acima, a Feira que não apoiava a venda de nenhuma mercadoria, mas apenas a ideia de ‘escambo cultural’ contou com: a exibição de alguns curtas de intervenções urbanas e do vídeo ‘Vou contar para meus Filhos’; a troca de livros e filmes – a poeta e artista Bartira Albuquerque distribuiu gratuitamente seu livro ‘Noor em Nós’ e a presença do artista Sal. Houve também uma exposição de fotografias da Intervenção Urbana ‘Praça/Casa’ do Grupo Meio Fio de Pesquia Ação, e finalmente, uma roda de apresentação e conversa.
A Feira da Memória ocorrerá em todo primeiro sábado de cada mês e na mesma praça. Sinta-se convidado a participar no sábado, dia 7 de janeiro de 2012, a partir das 16h: leve o que você quiser para trocar e exercer a prática pública da memória – para que não se esqueça, para que nunca mais aconteça.
Matéria retirada do Centro de Midia Independente:
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2011/12/500933.shtml
Debate sobre Exposição A Sala Escura da Tortura na Rádio Universitária (FM 107,9) com a participação dos Aparecidos Políticos, Lúcia Alencar (coodernadora e professora do Instituto Frei Tito de alencar e curadora da exposição) e Dimitri Cruz: Secretário de Direitos Humanos de Fortaleza.
Apresentação: Agostinho Gósson
Produção: Raquel Chaves
Colaboração: Alan Barros
www.radiouniversitariafm.com.br